O 501 de Carmen Foya

17 de julho de 2016





Eu não sou uma leitora snob nem daquelas que gosta de dizer que só alimenta cultura. Na verdade, sou mesmo é uma leitora popularucha. Acho que de pretensiosos está o mundo cheio - daqueles que dizem que só veem documentários mas, na verdade, estão vidrados na Casa dos Segredos ao domingo à noite. Gosto de ler várias coisas. Há alturas em que me apetece algo mais pesado e outras em que simplesmente quero descontrair com leituras leves que me façam rir.

Além disso, gosto de descobrir novos autores, gosto de ver autoras portuguesas a desbravar caminhos e, enquanto aspirante a futura escritora-qualquer-coisa-mais-que-jornalista, torço imenso pelo sucesso das outras pessoas. Penso sempre que se elas conseguiram, eu também vou conseguir. Vai daí, quando a autora de O 501 - escrito com o pseudónimo Carmen Foya - me contactou para me mostrar o seu romance, só o podia receber de braços abertos.

Para começar, tem muito sexo - que é já para atiçar os mais curiosos. Já li por aí coisas a referir um 50 Sombras de Grey à portuguesa e, embora odeie comparações com fenómenos estrangeiros, com a quantidade de descrições de sexo que este livro tem, é impossível fugir a essa analogia, embora a história siga outro rumo. Tem muitos clichés à Sexo e a Cidade que, infelizmente, se tornou por si só um cliché, mas tem uma coisa interessante: a forma como a escrita desperta as próprias sensações nos leitores.

Para quem gosta de romances e histórias de amor que não sigam o registo clássico do rapariga conhece rapaz, rapaz salva a vida de rapariga, esta é uma história inspirada em factos verídicos e que se resume a uma mulher independente dos tempos modernos na sua incessante busca pelo amor. Que ao fim e ao cabo é o que todos procuramos. A única diferença é que, pelo caminho, a personagem de O 501 tem muito, muito, muito (já disse muito?) sexo. E muitos episódios que nos fazem soltar gargalhadas.

Há uma abordagem neste livro que gostei muito. A autora fala sobre a quantidade de pessoas ingratas que já "moraram" nos nossos corações, como uma casa por onde passa tanta gente mas acaba sempre vazia. E é impossível não darmos por nós a pensar nas nossas próprias histórias, amores e desamores.

É uma leitura super leve, cai bem enquanto livro de férias para se ler na praia, para passar um bom bocado, para se rirem ou, quiçá, para despertarem os vossos sentidos. 

O 501 de Carmen Foya, publicado por Chiado Editora.

4 comentários

  1. "Há alturas em que me apetece algo mais pesado e outras em que simplesmente quero descontrair com leituras leves que me façam rir."

    Eu, numa frase!

    Vou ver se consigo jogar a mãos a este livro :D

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  2. Tenho uma boa lista de pessoas ingratas que moraram no meu coração. Gostei imenso da sugestão, acho que é mesmo um livro destes que preciso este Verão :-)

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  3. Adoro leituras de verão assim xD ehehehe

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  4. Eu não gostei das 50 Sombras e uma adaptação tuga disso não me suscita nenhum interesse mas gostei da tua review do livro. É preciso mesmo gostar se muito de ler pra se ter uma predisposição a ler tudo.

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