Cidades de Papel de John Green

1 de novembro de 2015



Cidades de Papel foi o primeiro livro que li de John Green - não pelo conteúdo mas mais pelo buzz todo que existe em redor do autor. E estava com tanta expectativa que, infelizmente, saí desiludida. Não me identifiquei com os personagens - demasiado infantis - e com a história em si. Caso ainda não tenham lido saiam já daqui porque vou avançar com alguns spoilers.

Se só viram o filme - a adaptação fugiu um pouco ao livro e os realizadores alteraram muitas cenas, inclusivamente o final. Mas todo o enredo Quentin / Margo é pouco explorado e foca-se na visão de um jovem de 16 anos e na sua paixão pela sua vizinha misteriosa que desaparece e deixa uma série de pistas para ser encontrada. Mesmo o próprio filme tem actores demasiado novos em comparação com o papel feminino interpretado por Cara Delevingne e não consegui criar conexão entre eles quando o Quentin parece ter 15 anos e a Margo 20.

Gostei da história das próprias Cidades de Papel - que não fazia ideia o que eram: cidades falsas criadas pelos cartógrafos e que eram colocadas nos mapas para se perceber quando eram feitas cópias piratas. No livro de John Green, a história acaba com Margo escondida em Agloé, uma cidade de papel em Nova Iorque. E por lá acaba por ficar sozinha porque Quentin vai à sua vida - não podendo partilhar do mesmo objectivo de vida que a sua amada misteriosa tem e que não inclui faculdade, carreira, casamento, filhos e um final feliz.

Gostei do facto do final não ser o cliché viveram felizes para sempre - mas dei por mim a ler o livro já só para perceber onde é que ia terminar mas sem me sentir sequer agarrada às personagens. A Margo poderia estar morta que eu não ia ficar mais triste com isso. Não me arrebatou, não me transportou para aquele universo e não me deixou a pedir mais.

Cidades de Papel de John Green, publicado por Editorial Presença.

Já leram? O que acharam?






7 comentários

  1. Partilho exactamente da mesma opinião que tu. Por acaso já li todos os livros do autor (e, curiosamente, esta opinião também se aplica ao tão falado The Fault in Our Stars - acho que foi traduzido como A Culpa é das Estrelas) e este foi o mais pobre e infantil.
    Gosto imenso do Looking for Alaska (que tem uma história semelhante a esta: a rapariga misteriosa, o rapaz nerd que não viveu muito, etc) mas também o li quando era mais nova, portanto o fascínio sempre pode vir daí.
    De todos o que gostei mais foi sem dúvida o Will Grayson, Will Grayson, escrito em parceria com David Levithan, que fala da comunidade LGBT de uma forma bem engraçada e interessante para o público young adult. Infelizmente, apesar da história ser interessante, o final é um bocado cliché e irrealista, mas não deixa de ter o seu interesse.

    Marta Rodrigues, Majestic

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. God! Já me sinto menos mal por não ser a única. Nunca tinha lido nada e, de facto, o "A Culpa é das Estrelas" teve um buzz enorme. Não li mas fiquei com curiosidade de ler qualquer coisa... e noooooo é mesmo tão infantil!! Se calhar vou tentar esse Will Grayson e o do Alaska que também mais pessoas disseram que gostaram... Mas já estou tão desinteressada que nem assim tenho vontade de ler... :/

      Eliminar
  2. Partilho da tua opinião.
    Eu li o livro em inglês, parecia um daqueles livros para os miudos treinarem o inglês :p Sem palavras muito complicadas, sem grande enredo.
    Também estava curiosa por saber o que ia acontecer à margo, mas fiquei desiludida. Tanto com o livro como com o filme...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não gostei do filme também - achei muito infantil, muito twilight. E a discrepância que existe entre a Cara e os outros personagens é ridícula. O amigo dele parece que tem 12 anos e depois anda aos beijos com a amiga da Cara que tem uns 20... muuuito pobrezinho!

      Eliminar
  3. Inês Delgado Faria11/01/2015 07:26:00 da tarde

    Meu Deus - concordo também!! Achei o livro idiota, fiquei arrependida de ter comprado e não compreendo o porquê de tanto falarem deste autor. É tudo muito infantil....

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Concordo :) Ao que parece há outros 2 dele que valem a pena... mas não sei se vou perder tempo...

      Eliminar
  4. Ahah, eu li e gostei! Não foi, de todo, um dos favoritos, sendo que já li todos os livros do autor, mas até gostei, não sei se por já ter em mente que a Cara faz de Margo (e eu adoro a Cara). E gostei muito do final porque, tal como dizes, não houve o felizes para sempre. Não vi o filme até porque, como referiste, percebi que o final ia ser diferente e achei que as coisas que mudaram (pelo que me apercebi pelo trailer) eram coisas importantes. Talvez o veja um dia.
    Os meus favoritos do John Green são o Looking for Alaska e o Paper Towns escrito em parceria com Lauren Myracle e Maureen Johnson. O que menos gostei foi o The Fault in Our Stars, talvez porque o li na altura em que saiu o filme e a história estava escarrapachada em tudo o que era sítio.
    Já agora, as fotos ficaram mesmo amorosas!

    Lena's Petals xx

    ResponderEliminar

Latest Instagrams

© the styland. Design by Fearne.