Orange against violence

27 de novembro de 2015














No dia 25 de Novembro, marcou-se o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher. E as Nações Unidas proclamaram que os dias 25 de cada mês serão, a partir de agora, dias laranja - dias para sensibilizar e tomar medidas nestas áreas. O laranja, enquanto cor brilhante e optimista, representa um futuro livre de violência. Este mês, e até dia 10 de Dezembro, a campanha UNITE está a apelar a 16 dias de activismo a favor da consciencialização contra a violência de género.

E esta consciencialização começa por todos nós. Na nossa casa, na nossa família, no nosso trabalho, nos nossos amigos, nos nossos colegas. Embora a palavra feminismo seja, para muita gente, sinónimo de histeria, falamos de uma violência cega. Num mundo em que mulheres ainda são mortas por desafiarem a palavra dos homens, em que mulheres não podem sair à rua com medo de ser violadas ou em que mulheres são apedrejadas por se quererem divorciar de um marido traidor, onde é que a palavra feminismo é primitiva? É controversa, é verdade, mas continua tão presente quanto há 100 anos atrás.

Eu sei que, para muita gente, esta conversa é só blá, blá, blá e vão já sair desta página. Mas - para quem se interessa por estes temas - eu trabalhei três anos na área da violência doméstica, fiz um mestrado em criminologia (focado em violência de género) e tive a sorte de entrar em vários projectos nesta área - o que me trouxe ao dia de hoje, às minhas crenças e às minhas lutas. Lutarmos contra a violência de género é lutarmos contra as ditaduras da beleza, é lutarmos contra as relações amorosas abusivas, é lutarmos contra a discriminação laboral...

A minha mensagem é que o mundo só muda quando a nossa cabeça começa a mudar. E depende de todos nós e das nossas redes sociais fomentar essa mudança e passar mensagens positivas.

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