12 razões para um homem preferir as trintonas (e o que as mulheres de 20 têm a aprender connosco)

8 de junho de 2015



A três meses de fazer (o terror!) 30 anos, fiz um flashback dos últimos anos. Há 10 anos atrás acreditava que, aos 30, já estaria casada. Já estaria no emprego certo. Talvez já tivesse filhos. Já seria financeiramente independente. Teria uma casa própria. E já saberia o que queria fazer da vida. Na verdade, não sei nada disso nem fiz nada daquilo que, na altura, acreditava que ia estar a fazer. Mas quando olho para o meu eu de hoje e o meu eu de 20 anos, consigo ver duas Helenas completamente diferentes. Aos 20 anos, acreditava que para ser sexy tinha de vestir mini-saias, usar saltos com 20 centímetros e decotes até ao umbigo. Nessa altura, podiam ver-me no Tamariz ao sábado à noite como numa gala da Casa dos Segredos. Aos 20 anos, ria-me com SMS que terminavam em "bjinhux", aceitava estar em relações de fim-de-semana e era insegura o suficiente para acreditar que um tipo estava realmeeeeente com muito trabalho e era por isso que não tinha tempo para estar comigo.

Por isso, sim, uma mulher de 20 não chega nem de perto aos calcanhares de uma trintona. Enquanto aos 20 temos aquela imaturidade típica de quem quer agradar, aos 30 somos mais interessantes, sedutoras e já passámos a fase de sentir vergonha ou de não sabermos o que queremos na cama. Aos 30, conseguimos combinar um corpo de 20 com uma cabeça de 30 e a maturidade de 40. Dito isto, eis porque razão as mulheres de 20 devem aprender com as de 30 e porque os homens devem apostar em relações connosco, as trintonas:

Temos a nossa própria vida
E isso significa que temos a nossa carreira, os nossos hobbies, os nossos amigos, o nosso dinheiro, o nosso carro, a nossa casa. A nossa vida continua quando um homem não está por perto e não acaba se ele decide saltar fora do barco. Não precisamos de um homem para sair, para nos divertirmos, para sabermos o que fazer e muito menos para sermos felizes. E porque sabemos fazer tudo sozinhas, também gostamos que um homem nos impressione de quando em vez.

Conhecemos o nosso próprio corpo
Já tivemos outras relações, já saltámos por one-night stands, já passámos por vergonhas e já nos olhámos ao espelho mais vezes do que aquelas que queremos admitir. Por isso, sabemos conviver muito bem com o nosso corpo e não vivemos cheias de pudores porque um homem vai estar a reparar na nossa celulite enquanto nos despimos à sua frente. Sabemos valorizar os nossos pontos fortes, sabemos o que queremos e não temos vergonha de pedir aquilo que gostamos.

Temos opinião própria
Não deixamos de viver a nossa vida para passar a viver a vida de um homem. Não deixamos de ser do Benfica porque ele é do Sporting. Não deixamos de ouvir jazz porque ele gosta de house. Não deixamos de ir ao cinema porque ele quer ir ao Lux. Não deixamos de fazer as nossas coisas para passarmos, literalmente, a fazer as coisas que um homem faz. E nada é pior do que uma mulher que não tem opinião e gosto próprio.

Somos bem resolvidas
Já sabemos o que queremos e o que não queremos. Falo de maneira geral, é claro, mas aos 30 anos a maioria das mulheres já está emocionalmente bem resolvida. Não andamos em lenga-lengas, não temos tempo a perder com um homem que não nos interessa e não nos relacionamos porque precisamos de um homem mas sim porque queremos um homem.

Sabemos estar confortáveis connosco próprias
Esta não é a nossa primeira rodada. E isto significa que quando saímos com um homem e os seus amigos ou colegas ou vamos a um evento com ele, não precisamos que nos dê atenção constante. Sabemos conversar com outras pessoas ou, à falta de disso, sabemos estar serenas enquanto um homem dá atenção a outrem que não nós. E ao contrário das raparigas de 20 anos, não lançamos olhares psicopatas às ex-namoradas. Na verdade, o mais certo é tornarmo-nos amigas delas.

Não temos paciência para discussões
As mulheres gostam de discutir as relações, eu sei. Mas aos 20 anos, lembro-me que o fazia por tudo e por nada e esgotei até os homens mais pacientes. Aos 30, já não lutamos por ter a razão. Na verdade, lutamos é por manter a paz e já não nos preocupamos em discutir quem tem de ceder, quem tem de mostrar sentimentos ou quem tem de fazer mais disto ou daquilo.

Não temos paciência para jogos
Se não queremos responder a uma mensagem, não respondemos. Não o fazemos com qualquer tipo de teatro subliminar por trás. Aos 30 as mulheres são mais directas, mais honestas e deixámos de ser neuróticas a colocar tudo em causa e a analisar cada diálogo. Porque é que não ligaste? Onde é que estavas? Mandei-te uma mensagem e não respondeste. Gostas mesmo de mim? Este é o tipo de coisas que dificilmente se vai ouvir de uma trintona.

Não andamos em rebanho
Nos meus 20 anos, lembro-me perfeitamente de enviar uma mensagem igual para 10 amigas a analisar as situações ao pormenor: o que um homem me tinha dito, o que eu tinha respondido e o que elas achavam que isso significava. E isto é provavelmente um dos maiores turn off que se pode dar a um homem. Aos 30 somos independentes, não nos preocupamos minimamente com o que os nossos amigos vão pensar das nossas escolhas e - óbvio - não precisamos da sua aprovação para viver a nossa vida.

Queremos estar sempre bem mas não perdemos tempo com merdas
Como é que uma mulher pode querer viver um beijo debaixo de chuva se vai estar preocupada com a humidade no cabelo? Aos 20, planeamos tudo ao pormenor e deixamos de viver certas coisas porque não esticámos o cabelo, porque não vestimos aquelas cuecas de renda vermelhas especiais, porque não queremos que um homem veja a nossa celulite... Aos 30 já ultrapassámos esses dramas e sabemos que um homem não só não vai ligar para nada disso como vai adorar dançar connosco no meio da sala... nuas.

Não precisamos de um homem; queremos um homem!
Aos 30 já passámos provavelmente por paixões de caixão à cova, já fomos abandonadas, traídas, enganadas e enroladas para saber que podemos lidar com praticamente tudo. Por isso, já sabemos estar bem connosco próprias. Não nos importamos de ir ao cinema sozinhas, de jantarmos sozinhas na companhia de um livro, de viajar sozinhas e até de passar férias sozinhas. Adoramos a companhia de um homem, é claro. Mas não precisamos dela.

Já temos a nossa identidade
Não procuramos que um homem consiga, ou não, proporcionar-nos uma vida, uma identidade, bem-estar e um futuro. Aos 30 anos já sabemos quem somos e o que queremos fazer. E se aparecer alguém com quem partilhar isso, óptimo.

Sabemos como lidar com as relações
Já tivemos relações, affairs, casos e one-night stands suficientes para descobrimos, por tentativa e erro, o que fazer e não fazer. Isso significa relações mais autênticas, leves e sem dramas. Tal como nós gostamos de tempo para fazer compras, ir ao ginásio e tomar brunch com as amigas, sabemos que os homens precisam de noites para ir para os copos, jogar futebol ou poker. Além disso, ao contrário das mulheres de 20, sabemos qual é o timing certo para falar e engolir sapos quando assim tem de ser. Dificilmente uma mulher de 30 vai fazer escândalos em frente aos amigos. Guardamos rancores por 10 anos, é verdade, e nunca nos esquecemos do que fazem, mas já não temos paciência para os estar a cobrar uma eternidade depois.

E por último, toda a gente sabe que, aos 30, as mulheres atingem o pico da sua sensualidade e beleza ;)

9 comentários

  1. Aos 30 as mulheres são mais directas, mais honestas e deixámos de ser neuróticas a colocar tudo em causa e a analisar cada diálogo. Porque é que não ligaste? Onde é que estavas? Mandei-te uma mensagem e não respondeste. Gostas mesmo de mim? Este é o tipo de coisas que dificilmente se vai ouvir de uma trintona.

    ahahahaha adorei! Relacionei-me com algumas destas razões porque sinto o mesmo - e aos 20 decididamente não sentia :)

    Beijinho :)

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  2. Ah ah! Gostei muito! Identifiquei-me na parte das inseguranças das miúdas de 20! Não todas mas a maioria! Acho fantástico que as coisas melhorem aos 30! Pensei que nós mulheres éramos casos perdidos a vida toda! :P
    Um beijinho,
    amariadaniela.blogspot.pt

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  3. Nos meus ingénuos quase 26, e sabendo que ainda tenho um longo caminho pela frente, não pude deixar de me identificar com muitas das coisas que disseste. O facto de aprendermos a desfrutar da nossa própria companhia, de querermos um homem mas não precisarmos, efectivamente, dele. Termos a nossa opinião e a nossa vida própria. É isso mesmo! Os 20 são fundamentais para atingirmos essa maturidade que, obviamente, se vai reflectir na nossa sensualidade. Aliás, não há nada mais sensual do que uma mulher que sabe o que quer, como quer e que luta por isso. E não, não é preciso recorrer a roupas ordinárias para deixar um homem verdadeiramente interessado - a classe e a personalidade própria conseguem fazê-lo (sublinho: disse homem, não miúdos). Excelente texto Helena, como sempre! <3

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  4. Como eu gostei deste teu post Helena :) (apesar de ainda não seres propriamente uma trintona :p)

    A propósito da primeira parte...Tenho 24 e, assim como tu, há uns anos atrás achava que com 30 ia estar com tudo encaminhado. Hoje só sei que nada sei e que o mais provável é que aos 30 esteja como estou hoje ou pior xD

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  5. Adorei ler e tenho a certeza que a experiência de vida, má ou boa, nos oferece outro estatuto. Contudo, há coisas nessas dicas que se aplicam a mulheres de todas as idades. Eu e os meus singelos 21 também não aturamos merdas. Seja como for, espero chegar aos 30 e estar feliz, mesmo que não tenha atingido muitas das minhas metas!

    Isa,
    http://isamirtilo.blogspot.pt/

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  6. Já passei dos 30 e identifiquei-me com tudo. É engraçado porque na casa dos 20 também achava que aos 30 já iria ter tudo resolvido na minha cabeça - e claro que não tenho. Os 20 servem para nos ensinarem experiências de vida que vão acabar por tornar os 30 uma faixa etária muito mais calma. Já somos mais ponderadas e maduras. Mas continuamos a viver paixões intensamente... Por isso, concordo que uma mulher de 30 é um partido muito melhor para um homem que uma mulher de 20... a todos os níveis.

    Ana Almeida

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  7. Adorei ler o teu post!
    Ainda me faltam uns aninhos para os 30, mas como te percebo e admiro a tua determinação. Tenho muitos sonhos para realizar,muitas cabeçadas para dar e muito para aprender, aprender com pessoas como tu!
    A propósito deste tema e para quem gosta de ler, deixo aqui o livro que acabei de ler e que fala de um grupo de amigas e das promessas loucas a cumprir antes de completarem 30! Fartei-me de rir! "The Wish List" by Jane Costello
    Julgo que encontras em Português na FNAC
    beijinho
    Mariana Gemelgo

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  8. É difícil aqui a Ela dizer que se identifica com tudo, pois no alto (ou não!) dos meus 22 anos tenho o meu próprio príncipe encantado, pelo menos por agora, e sinto que tenho na mesma tudo o resto. Ainda assim, compreendo e acho que o texto se assemelha em muito do que é comum! Gosto dos teus textos. São cativantes. Continua! ;)


    Ela - www.elaeele-nos.blogspot.com - O Blogue do Casal!

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  9. será?? eu se fosse homem escolhia uma com vinte, hihhhhihh tal como se voltasse a ficar solteira tb escolheria um com vinte hahahahahahah
    em todas as idades temos taras difíceis de encarar, é só reparares para muitas das mulheres que deviam ter evoluído bem ,mas as neuras os desgostos e a inveja, tornaram amargas e frias, não há nada como a ingenuidade de quem nunca sofreu, ou amou, por isso sempre andei com miúdos mais novos, cougar até morrer hahahahahah
    desculpa miga sei que puxas a braza á tua sardinha, eu já tenho 38 aninhos, e acho que no fundo não tem a ver com a idade mas com o espírito, uma cabra será sempre uma cabra tenha que idade tiver, tal como um espírito livre será sempre um espírito livre,espero que não leves a mal , beijinhos

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