Quando compram cosméticos, têm em conta a sua filosofia animal ou vegetal?

17 de maio de 2015

Eu vou, provavelmente, bater sempre nesta tecla - na tecla dos produtos green. Não quero com isto dizer que sou rígida com estas coisas (e que não uso mais nada, porque uso) mas sou, à falta de melhor palavra, fascinada por esta questão dos cosméticos com certificação biológica. Isto significa que protegem o ambiente, que usam matérias-primas de origem vegetal (e não animal), são desenvolvidos em harmonia com a natureza e produzidos por empresas com uma preocupação de sustentabilidade ambiental forte.


Claro que isto é o lado bonito da cosmética e, a seu tempo, acredito que mais e mais empresas vão começar a apostar nestas filosofias. Mas, por enquanto, a maioria das marcas ainda usa ingredientes animais nos seus cosméticos. Só por mera curiosidade, podem pesquisar os ingredientes dos produtos e se encontrarem palavras como lanolin (gordura da lã de carneiro), carmine (pigmento de insectos, usado em shampôs, por ex. Diz-se que são precisos matar 70mil besouros para produzir um quilo deste pigmento), silk (a fibra feita pelo bicho da seda, costuma ser usada em pós e sabonetes), gelatin (derivado de ossos bovinos ou suínos, usado, por ex, em shampôs ou máscaras faciais), milk protein (derivado do leite), emu oil (óleo de emu, uma ave como a avestruz, usado em muitos cremes), natural hair (pelo animal natural, nos pincéis por exemplo), casein (proteína do leite, usados em máscaras de rosto e cabelo), Squalene (óleo de fígado de tubarão, usado em hidratantes e tintas de cabelo) ou Guianine (retirado do peixe, costuma usar-se em shampôs e vernizes, por ex), é porque esse produto tem ingredientes de origem animal. Claro que a lista é muuuuuito maior mas eu não sou propriamente uma expert neste tema e teria de fazer uma pesquisa muito avançada para poder falar com certezas do que estaria a dizer.

A Caudalie, a Clarins, O Boticário ou a Mary Kay são algumas das marcas que têm compromissos de responsabilidade ambiental e que tentam criar cosméticos que respeitem o ambiente e os recursos naturais do planeta. São algumas das marcas que uso, e gosto, mas claro que também uso outras que ainda não adoptaram esta filosofia green. Acredito que a indústria da beleza está a tornar-se, cada vez mais, consciente do que nos rodeia mas também sou realista e sei que o caminho ainda vai longe. Só para verem, para se vender na China (um graaaaaande mercado de  beleza), o Governo obriga a que os produtos sejam testados em animais. A Urban Decay é uma das marcas de makeup que não o faz e que desistiu do mercado chinês ao optar por não fazer testes em animais para poder vender lá. Mas outras marcas, que na Europa e nos EUA não fazem testes, mandaram-nos fazer para o mercado chinês - o que mostra que sempre que damos um passo em frente, acabamos por dar dois atrás.

Alguém tem este tipo de considerações quando compra um produto?

6 comentários

  1. Confesso que também pouco penso nisso... Há uma ou outra marca que já ouvi falar mas quando compro nem sequer vejo os ingredientes. Gostei de saber que essas quatro são green porque não fazia mesmo ideia. Temos de consciencializar, gosto disso.
    Beijinho
    Telma

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  2. Cada vez mais tento ter em consideração esses factos! Especialmente no que toca a testes a animais.
    beijinhos
    thefancycats.blogspot.com

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  3. Depois de ler isto, peguei nalguns dos meus cremes e comecei a ler os ingredientes. Qual foi o meu espanto quando reparei num ou noutro dessa lista. Nunca tinha de facto prestado grande atenção. Mas é como diz, a indústria ainda tem um longo caminho pela frente.
    Bom post.
    Ana Luísa

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  4. Quem nos dera que todas as marcas tivessem consciência disto. Claro que uso marcas que ainda não são green mas confesso que ainda não lhes consigo fugir.

    Isa,
    http://isamirtilo.blogspot.pt/

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  5. I've never tried Caudalie products , they look really cool. I do like Clarins! xx

    www.liveshoptravel.com

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  6. Concordo tanto contigo, linda. Eu confesso que — embora não seja nenhuma entendida nem expert no assunto — faço por valorizar e escolher sempre as marcas ditas green. Acho que é nestas pequeninas coisas que podemos (e conseguimos) fazer a diferença e devemos apoiar este tipo de iniciativas, incentivando outras marcas a adoptarem uma postura mais sustentável e equilibrada. Uma boa partilha, esta tua, sem dúvida!

    Um beijinho enorme

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