Contornos para quem não gosta de contornos


No ano passado, no pico da moda dos contornos, fui ter com a minha amiga Salomé a Madrid e levei comigo todo um arsenal de produtos numa bolsa que me ocupava mais espaço do que aquele que quero admitir. Na primeira manhã, depois de tomar banho, sentei-me em frente ao espelho e saquei da bolsa para começar todo um ritual de contornos, sombras e iluminadores porque andava fascinada com isso.

A Salomé, no seu próprio jeito descontraído de ser, disse que eu só podia estar parva se demorava todos os dias aquele tempo interminável e enchia a minha cara com tanta porcaria - palavras dela, atenção. Mostrei-lhe um iluminador, ela viu e disse-me: vais mesmo colocar a tua cara tão branca? E eu expliquei: caaaaaalma mulher, é só para iluminar. Ela abanou a cabeça e, todas as manhãs, ia fazer outras coisas enquanto eu ficava, sentada no chão em frente ao espelho, concentrada naquele ritual.

Claro que dois ou três meses depois fartei-me completamente de contornos. Davam demasiado trabalho para um resultado que nem sequer era natural. No Observador já escrevi muita coisa sobre isto: sobre strobing (iluminar apenas), sobre baking (cozinhar o rosto com pó) e, na semana passada, sobre non-touring - qualquer coisa como um anti-contorno. 

Eu, pessoalmente, prefiro fazer um cozinhado bem diferente: escurecer apenas os cantos do nariz, para o afinar, desenhar uma linha nas maçãs do rosto, para definir, e no resto do rosto, iluminar, iluminar, iluminar. O resultado é naturalíssimo, fresco, jovem (que é como quem diz, 30 anos eu? Claro que não) e demora-se não mais de três minutos nisto.

Neste momento, estou a usar a gama de contornos de Makeup Factory exactamente para este propósito e funciona bem. Tem 2 paletes de contornos (uma em creme e uma em pó - gostei mais do pó e em vez de desenhar um traço, faço um 3 no rosto: testa, maçãs e maxilar) e vários iluminadores.

Os preços variam entre os 15€ e os 28€ mas neste momento estão todos em descontos na Perfumes & Companhia (as paletes custam 22€ mas estão a 17€).

Rock in Rio Diary | #1 weekend





Há uma diferença entre comunicar e mostrar. Eu queria comunicar (e inspirar) com uma série de fotografias da (minha) vivência Rock in Rio e não apenas mostrar que lá tinha estado (com meia dúzia de fotografias tiradas com o iPhone). É por isso que todas as fotos vieram com um delay de dois dias: há que escolher, editar e publicar. E a minha ideia inicial era fazer um mero diário do Rock in Rio, talvez algumas imagens que pudessem transmitir (a quem não foi) o espírito dos dias, talvez inspirar para uma futura ida a um festival, ou simplesmente respirar um pouco mais da festa. Mas enquanto andei lá nestes dois primeiros dias, acabei por pensar noutras coisas.

Há algo que estou sempre a transmitir - o trabalhar-se um blogue com uma estratégia. É por isso que não torno o The Styland num catálogo. Procuro sempre que tudo aquilo que partilho tenha uma história por trás, sejam coisas de que realmente gosto e que façam parte da minha vida. Há dois anos, tinha eu acabado de criar o The Styland, ainda não pensava nestas coisas, é verdade. Não sabia o que queria fazer, tinha acabado de ficar desempregada (podem ler a minha história sobre ser freelancer aqui) e só queria simplesmente poder fazer qualquer coisa para me ocupar.

Contra todas as expectativas, a Oriflame (com quem já tinha uma relação especial porque tinha ido para a Suécia com eles nesse ano), abriu-me as portas e levou-me a fazer parte da família Oriflame no Rock in Rio 2014. Se forem ver os meus posts dessa altura, não dizem nada de jeito. São meros posts da minha roupa durante os dias do festival porque nem eu sabia o que fazer. Mas isto para vos dizer que uma das coisas mais importantes na vida é criar relações, qualquer que seja a área em que vocês coabitem. Agora, já com um The Styland consolidado e com outros projectos e metas pela frente, nunca me esqueço de quem me deu a mão quando não tinha nada, quando ninguém me lia e isto era apenas uma ideia de um blogue.

A família Oriflame é um dos exemplos e estava mais do que ansiosa para lá passar no stand deles na Rock Street. Não só para rever as pessoas que tanto me acarinharam há dois anos mas, acima de tudo, para poder espreitar o que tinham feito este ano e de que forma estavam a incutir uma ideia de beauty num festival.

E é isso: Rock in Rio é mais do que música, é toda uma experiência sensorial a todos os níveis. É ver pessoas a rir, a chorar, a dançar, a beijar, a pular. É experimentar penteados e maquilhagens diferentes, sentirmo-nos mais bonitas até. É sentir que fazemos parte de algo maior do que nós, que transpiramos as mesmas emoções e que vibramos com as mesmas coisas. E torna-se especial quando partilhado com pessoas de quem gostamos e que acabam por fazer parte da nossa história. No outro dia falei-vos de uma série de memórias que tinha de cada ano de Rock in Rio a que fui e este ano não fugiu à regra: pessoas de que gosto, boa música e (pelo menos este fim-de-semana) muito calor.

Lisbon trams





Uma das coisas que toda a gente que não é de Lisboa quer ver (e andar) são os eléctricos. E nunca tinha pensado muito nisso até ter ouvido há umas semanas que Lisboa era a última cidade da Europa a ter eléctricos antigos nas estradas - não sei se esta informação é verdade e não consegui encontrar referências fidedignas.

Mas lembro-me de, quando estava na faculdade, ter feito um loooongo passeio com umas colegas pelo eléctrico 28 e, infelizmente, foi a última vez que o fiz. Culpa-se o trabalho, culpa-se a falta de tempo, culpa-se o trânsito... Contas feitas, já passaram 10 anos. Numa outra vez tentámos andar num autocarro de dois andares mas desistimos quando não conseguimos negociar com o condutor um valor inferior a 12€ para cada uma. Este desejo foi resolvido há uns meses na festa do It Blogs quando andei num autocarro por Lisboa. Desejo turístico #1. Yey!

A verdade é que os eléctricos são dos símbolos mais icónicos de Lisboa e vai ser uma pena no dia que sejam abolidos por mais que, às vezes, me irritem no trânsito pela sua lentidãããão. Na semana passada, em pleno temporal, eu e a Miranda ficámos presas no Largo Camões no meio de um maralhal de carros às buzinadelas porque um eléctrico avariou a contornar o largo. E comentámos o facto de, eventualmente, o seu fim estar para chegar.

Só em laia de curiosidade, no seu auge, nos anos 50, a rede de eléctricos lisboeta tinha um total de 76km de rede. Hoje em dia, sobram apenas 26km que são percorridos pelos últimos 5 eléctricos que ainda se mantêm activos. Para quem gosta destas coisas, o Museu da Carris, em Alcântara, tem informações interessantes e podem ver antigos modelos que já se encontram aposentados e a descansar em paz. Ámen.

Just Tea



Acho que já não é novidade para ninguém (que me leia), o meu amor ao chá. Para mim, não há ocasião propícia ao chá - bebe-se em qualquer hora, em qualquer momento. E raros são os dias em que não beba. Quando os boys da Primetag foram a Londres, trouxeram-me uma caixa de English Tea, para me babar. Já o bebi todo entretanto.

E, como trabalho muito fora de casa, gosto de conhecer sítios onde me sinta bem e onde possa dar asas ao meu amor. Conheci o Just Tea por mero acaso. Parei à montra a ver uns produtos artesanais e fui obrigada a entrar. Era chá por tooooooooodo o lado.

Só para entenderem, tudo aqui tem pitadas de chá: os bolos, os licores, as compotas. E não encontram nada do que se bebe aqui na prateleira do supermercado. Todos os chás são da Índia, do Sri Lanka, da China, da África do Sul... os nomes eram tão bizarros que nem fazia ideia do que pedir. Optei pela sugestão que me deram porque era um chá que, além de ingredientes exóticos, tinha de base chá preto (o meu all time favourite). Claro que também há sugestões sem chá - só para desenjoar - e eu comi scones e biscoitos (tudo biológico). Também se podem comprar chás para trazer para casa yey ou mesmo comprarem online

O AMOR É OUTRA COISA #43 Nós, mulheres, as loucas...



Infelizmente, somos uma geração de "one-night stands", de "Casas dos Segredos" e "booty calls" à uma da manhã, o que talvez explique porque fugimos do amor como o diabo da cruz. E, ao que parece, os homens acham que todas as mulheres são basicamente loucas, caso nos lembremos de pedir algum tipo de justificação. O que é que nos resta fazer? Tentar agir como se não reparássemos nas atitudes de indiferença deles, do hoje quero mas amanhã não quero, nas mensagens com sinais confusos e o desaparecerem do mapa como se nada fosse.

Ao que me resta concluir: e as loucas somos nós?

Faltam 4 dias para o Rock in Rio Lisboa




O Rock in Rio foi o primeiro festival a que fui, andava no primeiro ano da faculdade. Lembro-me de ter visto Britney Spears e os Black Eyed Peas e ter ficado fascinada, ali no pico dos meus 18 anos, com todo o ambiente, o espaço, os milhares de pessoas a cantar o mesmo. Senti-me como se fizesse parte de algo muito maior do que eu. E desde então, não houve um único ano de Rock in Rio a que não tenha ido. 

Em 2006, lembro-me de ter adormecido no chão a meio de Jamiroquai depois de uma das minhas amigas ter desmaiado desidratada em Ivete Sangalo. No dia seguinte, ganhei bilhetes para ver (o amor da minha vida) Guns n' Roses (e toquei-lhe na mão na grade, atenção) e obriguei as minhas amigas - que odiavam Guns n'Roses - a ir comigo. Tive um dos momentos da minha vida. Elas não.