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Eu sou feminista. Mas as mulheres são umas cabras...

21 de junho de 2017



... e esta é uma frase que ando a tentar não dizer em voz alta há muito tempo. Mas que me está a consumir.

Eu adoro mulheres. Podia ser lésbica como já me perguntaram porque só escrevo sobre homens maus... mas não, infelizmente não sou. Eventualmente era mais feliz com mulheres. E adoro ler sobre mulheres. Adoro a perspectiva das mulheres. Sempre quis trabalhar com e para mulheres. E escrever para mulheres é a minha vida.

Mas, porra, as mulheres são umas cabras. E vou contar duas histórias.

Sabem o que se ouve no meio de um incêndio? A minha história

18 de junho de 2017

fotografia do DN

Talvez o que vou contar seja mal interpretado. Afinal de contas, estou aqui sentada no conforto do meu sofá, no fresco da minha casa e na segurança aparentemente garantida. Mas queria partilhar a minha experiência no mais próximo de um incêndio florestal que estive.

Em 2002 ou 2003 - não sei precisar o ano mas lembro-me que isto se passou com um namorado que tive antes da faculdade, então só consigo precisar que terá sido num destes verões - estava de férias no norte e fomos à Covilhã ver uns familiares dele de fora que iriam lá estar. Os tios dele apanharam-nos bem cedo em Castelo Branco e lá fomos com destino à Covilhã. Não faço ideia a estrada ou o percurso que fizemos. Tinha 17 anos, não conduzia e vivia na ingenuidade de que todos os condutores sabiam o que faziam. Era um daqueles dias de bastante calor e à entrada da Covilhã vimos que havia fogo por todo o lado.

Lembro-me de irmos no carro, de janelas fechadas, e conseguirmos ouvir o som silencioso e ao mesmo tempo ensurdecedor que o fogo faz. Esse som nunca me saiu da cabeça até hoje e já contei esta história a vários amigos quando falamos em incêndios. Se pensar nele neste exacto momento, consigo ouvir aquele barulho dentro de mim. Um som fantasmagórico que não deixa de gritar nos nossos ouvidos, embora não consigamos precisar ao certo o que estamos a ouvir porque, na verdade, não estamos a ouvir nada. Não sei se esta descrição está certa ou se existe um nome para o que se ouve no meio de um incêndio, mas é como um grande "uuuuu" dentro dos nossos ouvidos que grita mais alto que o som do crepitar da floresta a ser queimada. O ar era pesado - mesmo com as janelas fechadas - e o cheiro absolutamente intenso. Chegados à Covilhã, saímos do carro para ver o que se passava (quão irresponsável isto hoje me parece) e havia pessoas a correr por todo o lado com alguidares e bidões de água nas mãos. Toda a gente corria para tentar apagar o fogo que estava ali mesmo em redor da estrada e a chegar perto das casas mais próximas. Lembro-me de me darem um lenço branco para colocar na cara e de achar aquilo tudo absolutamente assustador mas, ao mesmo tempo, como se estivesse num cenário de um filme. Passado um pouco fomos embora e continuámos caminho até à casa dos avós dele que não faço ideia onde era mas, dentro da Covilhã, já era num local bem longe de todo este cenário dramático. Lembro-me do céu negro, do ar quente, do grito do fogo que ainda se ouvia a quilómetros de distância.

Se pensar bem, isto foi há uns 14 anos. E embora a memória das chamas mesmo ali ao nosso lado na estrada me ter aterrorizado, nunca pensei num incêndio florestal com a mesma magnitude daquilo que está a acontecer no Pedrógão Grande. Ou seja, nunca em momento algum aos 17 anos imaginei que pudesse morrer por estar no carro no meio de um incêndio que chegava até à berma da estrada. Lembro-me de chegar a casa e de contar esta experiência aos meus pais inclusivamente no meio de alguma excitação.

O que quero dizer com isto? Que todos nós temos alguma responsabilidade social com os nossos actos. Temos de ter cuidado com a forma como vivemos. Temos de pensar naquilo que atiramos janela fora enquanto conduzimos (eu não atiro rigorosamente nada mas o que mais vejo é 1) beatas, 2) restos de fruta e 3) pacotes e embalagens de qualquer coisa). Temos de pensar nas festas que fazemos na praia, no pinhal, na relva, na sombra das árvores e nos restos de material que deixamos para trás. Tenham cuidado agora nas férias durante as viagens. Certifiquem-se que o percurso que vão fazer está seguro e longe de qualquer incêndio que possa estar activo.

Enfim... não estou a dizer nada de novo. É apenas uma partilha desta memória. Os meus pensamentos estão, neste momento, para com as vítimas e as suas famílias.

Para quem quiser ajudar, é só entregar donativos (águas, fruta, enlatados, barras energéticas e alimentos que não se estraguem) no quartel de bombeiros mais próximo da sua residência. Serão distribuídos pelas corporações a combater em frentes activas.

E que Deus nos proteja este verão que se avizinha bem quente e dramático.

Fatos de banho de 100€? Hummm não, obrigada

8 de junho de 2017


Eu adoro e apoio tudo o que sejam negócios, ideias e artes portugueses. Tal como gosto que apoiem a minha - e comprem o meu livro, claro. E entendo que uma produção portuguesa tenha de praticar preços adaptados. Não somos uma fábrica no Bangladesh e não temos um custo de produção de cêntimos. Mas, infelizmente, a minha carteira nem sempre tem capacidade de seguir todas as minhas ideologias. Ontem vi umas almofadas maravilhosas de uma marca portuguesa (tinham gatos! Queeeeeeeero) - mas custavam 90€ cada. O meu sofá passa bem sem almofadas com gatos.

Se não encontram algo com que sempre sonharam, criem-no

7 de junho de 2017


Desde que era miúda, sempre sonhei ter um toucador antigo. E agora que se proporcionou, iniciei uma busca louca por um mas que não me obrigasse a vender a alma para o adquirir, óbvio. E essa foi a parte mais difícil. Procurei em sites de pessoas que restauravam móveis - para ricos, infelizmente -, fui a lojas de antiguidades e mesmo de decoração vintage. E os preços que encontrei eram sempre absurdos ou, pelo menos, demasiado altos para a minha carteira modesta.

Para quem sofre do meu mal: pernas pálidas e secas (o ano todo)

6 de junho de 2017

Sempre adorei ver mulheres de pernas brilhantes e morenas - exactamente porque nunca o tive. Se quando era mais nova o tema "pernas secas" nunca tenha feito mossa nas minhas preocupações diárias, a verdade é que só quando me diagnosticaram (aos 21 anos) hipotiroidismo, e a minha pele sofreu quase um tratamento de choque, é que comecei a perceber que sofria deste mal. Ou talvez tenha passado a sofrer nessa altura.

A única forma de prender uma relação é deixar-lhe a porta aberta

1 de junho de 2017


A Xtininha Aguilera cantava, nos anos 90, uma musiquita que lá no meio dizia qualquer coisa como "they say if you love something let it go, if it comes back it's yours, that's how you know" (agora fiquei nostálgica e fui ouvir). E por mais cliché, trivial e banal que isto seja, pfff... os clichés são, na sua grande maioria, verdades que tentamos menosprezar.

Há uns tempos andei a sair com um tipo e, numa noite, ele deixou-me plantada no Saldanha. Depois de várias mensagens a que não me respondeu - e eu ali entediada sem saber se me ia embora ou se tinha acontecido alguma coisa -, mandou-me uma a dizer que tinha sido desencaminhado pelos colegas de trabalho e estava no bar X na rua Y mas que eu podia lá ir ter se quisesse. Há aqui vários cenários possíveis que podiam ter acontecido: 1) eu passava-me porque ele me tinha deixado mais de uma hora à espera; 2) respondia-lhe uma merda qualquer a mostrar exactamente que estava fula; 3) cobrava o tempo que me deixou plantada; 4) dizia-lhe que nunca mais me iria fazer uma destas; 5)
dizia que, para a próxima, podia avisar mais cedo que tinha mudado de planos porque tinha arranjado outra coisa melhor para fazer. E de certeza que não iria haver uma próxima depois desta verborreia toda.

Na verdade, o que eu fiz foi simplesmente responder-lhe a dizer que mais valia, então, ele ficar essa noite com os amigos, para se divertir e, no dia seguinte, combinávamos nós qualquer coisa.

Só consigo imaginar que ele estivesse habituado a cenas, cobranças, dramas e discussões porque, depois desta mensagem, ele saiu do bar X onde estava - já não importava que o tinham desencaminhado - e apareceu-me em casa. Tornou-se tão chato depois disto que fui eu que me fartei dele.

6 coisas que ajudaram a transformar a minha cozinha no meu (quase) sonho

31 de maio de 2017


Durante o (looooongo) ano em que andei à procura de casa, demorei imenso tempo a perceber que iria ter que ceder nos meus milhares de requisitos que nunca iriam existir numa cozinha perfeita do meu imaginário - a não ser que ganhasse o Euromilhões, claro. Sonhava com uma cozinha em madeira com uma ilha no meio e bancos altos para tomar o pequeno-almoço. Todos os tachos e frigideiras iriam estar pendurados na parede e iria ter plantas e ervas aromáticas espalhadas em potinhos por cima da ilha. Acabei com uma cozinha com azulejos amarelos e brancos.

É assim...

Então - e porque acredito que ninguém consegue as suas cozinhas de sonho à primeira - acabei por recorrer a algumas ideias que, poquito a poquito, lá vão dando um jeito à coisa.

Eis porque não quero estar a assinar na Feira do Livro este ano...

28 de maio de 2017 Lisboa


Estou a escrever este post - em género de justificação mas bem fundamentada - porque recebi dezenas de mensagens a perguntar se, este ano, iria estar na feira do livro a assinar o Diz-lhe Que Não. Eu queria ir - juro que queria - mas vou tentar explicar a razão da minha recusa em estar.

Eu adoro a Feira do Livro. Vou há anos e várias vezes no mesmo ano. E tenho algumas das minhas memórias mais mágicas lá. Foi onde comprei o meu primeiro Harry Potter quando tinha 11 anos, por exemplo. Gosto de ir para passear, ir para ver e, depois, ir para comprar. Esta última sempre sozinha porque demoro imenso tempo a ler, a pesquisar e a procurar e, para quem não tenha este mesmo gosto que eu, pode ser uma grandessíssima seca. E todos os anos que fui - claro que falhei alguns - lembro-me de ver os escritores sentados e pensar: um dia, eu hei-de cá estar. Sempre foi uma espécie de marco de sucesso pessoal. Vou estar na Feira do Livro de Lisboa a assinar o meu próprio livro. Mas este sempre foi uma espécie de sonho colocado algures lá longe no tempo. Era sempre dentro do espaço-temporal "um dia...".

Na verdade, só no ano passado - e quando o esboço do Diz-lhe Que Não já se desenrolava numa ideia de futuro próximo -, é que analisei ao pormenor isto de estar na Feira do Livro. E não é algo que se possa levar de animo leve. É preciso ter uma capacidade emocional bem estruturada para estar sentada uma hora numa mesa sem saber ao certo quem vai aparecer - se é que vai aparecer alguém - e depender da boa vontade (e interesse, claro) do público em parar para ver o livro, querer comprar e, então, assinar. Eu ainda não tenho essa experiência, nem prática nem força emocional para isso. O terror de poder estar uma hora sentada sozinha é muito maior do que o desejo de realmente ter esta experiência. Talvez daqui a um ano já consiga ter. Ou dois. Ou três. Sei lá...

E admiro, de facto, esta capacidade que muitos escritores têm. É uma espécie de bem-estar literário e confiança no seu trabalho. E eu ainda não tenho essa confiança. Apesar do feedback ma-ra-vi-lhooooo-so que tenho tido todos os dias relativamente ao livro, ainda não tenho a segurança para me expor num contexto tão público e imprevisível.

De qualquer das formas, eu vou lá. Como sei que há leitores interessados em assinar e conversar um pouco, posso dizer um dos dias que vou (próximo sábado, em principio) e, sem compromisso, marcar um pequeno meeting. Quem quiser, mande-me mensagens pelo Facebook ou Instagram para ver se surge a oportunidade :)

Temos de continuar com a nossa vida e não sucumbir ao medo

24 de maio de 2017

Eu sempre fui uma pessoa extremamente emotiva. E sempre vi isso como um defeito em mim. Choro com tudo. Por tudo. E em todas as situações. E sempre o vi como uma fraqueza. Algo em que diziam: pronto, lá vai ela começar a chorar. Choro se me irritam. Choro quando estou frustrada. Choro quando estou feliz. Choro quando me emociono. Choro com coisas que nem se passam comigo. Choro quando vou no carro e vejo um acidente. Fico ali a fungar e a limpar o ranho às mangas da camisola. Choro com todos os vídeos de crianças, animais e velhinhos no Facebook. Quando trabalhava na redação, os colegas estavam constantemente a mandar-me vídeos só para se rirem quando começava a tremer o queixo e a ficar com os olhos molhados. Choro até a ver Harry Potter, por amor de Deus. Quão mais emotiva posso ser?

Demorei 31 anos para deixar de o ver como uma fraqueza e passar a interpretá-lo com uma capacidade de expressar as minhas emoções de uma forma intensa. E isto é bom, claro. Mas também me faz sentir tudo à minha volta de uma forma violenta e profunda.

Hoje de manhã ia no carro, passei no Viaduto Duarte Pacheco e estava todo um aparato com um carro parado, INEM, bombeiros e estavam a tentar reanimar uma senhora. Deu-me a sensação de que se sentiu mal no carro, parou no meio do viaduto e pediu ajuda. Fiquei imediatamente em lágrimas e com o peito pesado. Talvez porque tinha acabado de ouvir as notícias do atentado em Manchester no concerto de Ariana Grande.

E é exatamente por isso que estou a escrever isto hoje. O mundo à nossa volta está a ruir. É impossível não viver em medo constante - eu vivo. Se vou a um festival, procuro saídas de emergência só para o caso de acontecer alguma coisa. Se estou no cinema, tento ficar ao pé da porta. Se ando no meio de Lisboa em zonas movimentadas, dou por mim a olhar para o lado e a observar as pessoas. Se vou no metro, acabo por pensar nestas coisas mais vezes do que as que gosto de admitir. E isto é atroz. Isto faz-nos viver constantemente em ansiedade social porque o medo não tem cara e pode estar à espreita em qualquer lado. Até num concerto.

Quando tinha 23 anos, trabalhei na pediatria do IPO de Lisboa. E uma das primeiras coisas que me disseram foi que tinha de aprender a desligar o chip das emoções. E não deixar que a vida das outras pessoas entrasse comigo em casa. Caso contrário não ia conseguir fazer até as coisas mais banais como ir às compras, sair à noite, ir a um concerto... porque ia estar sempre a comparar a minha vida com a das pessoas (doentes) com quem passava a semana. E isto é difícil. Talvez tenha sido das coisas mais difíceis que fiz nada vida. Sair porta fora e esquecer a doença, a infelicidade e os problemas dos outros e continuar com a minha vidinha como se nada fosse.

Mas a verdade é que isto pode soar desagradável e frio mas é exactamente a única coisa que podemos fazer. E é o que, neste momento, tento fazer no meu dia-a-dia. Há guerra. Há Trump. Há armas nucleares. Há atentados. Há Daesh. Há pobreza. Há ameaças de bombas. Há terramotos e tsunamis. Há doenças. Há tudo à nossa volta. E todas as manhãs temos de conseguir levantar-nos da cama e não deixar que o medo desta merda toda - e muito mais - nos faça sucumbir. Porque eu própria tenho dias em que quase me deixo vencer. Perdemos um pouco a motivação. Tudo à nossa volta nos parece cinzento. Mas, por outro lado, também passamos a relativizar as coisas. E a dar a cada problema a carga emocional que ele merece.

Esta semana, um amigo teve um acidente e destruiu o carro da empresa. Felizmente, não foi nada de grave mas ele desmaiou e só acordou no hospital. Depois de todos os exames feitos, foi para casa com recomendação de algum repouso. Na manhã seguinte, a empresa tinha-lhe deixado um novo carro à porta de casa e a agenda para o resto da semana. E ele? Bem, ele foi trabalhar. E eu entendo porque o fez. Eu também já o fiz no passado. Mas cheguei a uma altura na vida em que nenhum trabalho, nenhum patrão nem nenhuma profissão vale mais que a minha saúde, a minha vida e o meu bem-estar.

É nestas alturas que penso: porra, a vida é curta para caraças. Temos guerras. Temos Trump. Temos armas nucleares. Temos atentados... Temos tudo aquilo que já disse lá em cima. Então porque vamos destruir mais um bocado o (pouco? muito) tempo que temos?

Temos de continuar com a nossa vida... porque (é clichê, eu sei) não sabemos o dia de amanhã. Temos de amar. Temos de dançar. Temos de cantar. Temos de viver. Temos de comer. Temos de viajar. Temos de estar com os nossos amigos. Temos de cuidar da nossa família. Temos de gostar. Temos de trabalhar também, é certo. Mas temos de trabalhar em algo que nos faça feliz. Temos de mostrar a toda a merda que está à nossa volta que continuamos a querer viver.

E temos de deixar o medo lá fora. Não de casa - porque ele está na rua e em todo o lado - mas da nossa vida.

O Amor é Outra Coisa: O Come-e-caga ou a pior espécie de homem

17 de maio de 2017


Há uns tempos, fui ao jantar de aniversário de uma amiga. Era um jantar em modo excursão com 40 pessoas da faculdade, do trabalho, amigos dos amigos, onde eu fiquei no fundo da mesa e os poucos convidados que conhecia estavam na outra ponta. Ironicamente, fiquei ao lado de um tipo de camisinha aberta até meio do peito e uma poupa em gel exactamente igual ao John Travolta em Grease. E eu adoro o John Travolta em Grease. Mas dispenso as personificações modernas de qualquer personagem fantasiosa que, na vida real, nunca vai ser tão interessante. E foi exatamente o caso: em duas horas e pouco de jantar, o tipo não sabia ter qualquer conversa de jeito e, a cada cinco minutos, batia na mesma tecla em voz bem alta para todos ouvirem: pessoal, vamos para o Lux? E o pessoal fazia aquele sorriso solidário de quem tem a certeza absoluta que o Lux será o último sítio onde a noite vai acabar. A minha, pelo menos, iria acabar, sem dúvida, no sofá de casa.

Enquanto os meus amigos estão a casar, a comprar casa e a ter filhos...

11 de maio de 2017


Parece-me que todos os meus antigos colegas de escola e de faculdade estão literalmente a deixar sementes por este mundo fora. E todos os dias no Facebook sou bombardeada com todas estas lembranças de como o tic-tac não para. Não é que os inveje - longe disso. É até bastante engraçado ver como todos percorremos caminhos diferentes em prol de um único objectivo: a felicidade. E, no final do dia, esse sentimento de plenitude chega até nós de diferentes formas e não temos de percorrer loucamente os padrões que vemos nos outros.

No outro dia, uma leitora enviou-me um email (depois de ter lido o Diz-lhe Que Não) e disse-me que sentia que depois dos 30 era muito difícil manter amizades quando toda a gente começa a casar, a fazer vida a dois e a desaparecer para o resto do mundo porque conviver com os solteiros é - para eles, claro - uma grande merda. Não podem falar de bolos de noiva, nem de fraldas, nem de doenças infantis, nem de gravidez, nem de inscrições em creches, nem de subsídios pré-natal... E, para eles, estamos todos - coitados de nós - aqui parados no limbo à espera de embarcar na viagem da vida a dois e poder usufruir da felicidade plena e satisfatória que todos eles vivem e que nós - os solteiros, coitados - desconhecemos.

Como criar uma secretária de sonho (e barata) por menos de 30€

9 de maio de 2017 Home


Um dos grandes problemas que tive quando me mudei para esta casa foi adaptar as coisas que já tinha ao espaço que tenho agora - o que parece irónico porque estava na casa dos meus pais e tinha tudo ao monte (no dia das mudanças, os senhores não acreditavam que tudo o que transportaram estava dentro de uma divisão. Eu também não acreditava..... hihihi). Mas minha secretária foi uma das coisas que logo de início vi que não ia funcionar aqui - pelo menos, não da forma que queria. Era grande demais e não cabia no espaço que tenho para uma secretária (debaixo da janela). Inicialmente, tinha pensado em colocar a minha zona de trabalho na sala mas ia ficar tudo muito atravancado e a última coisa que me apetecia era estar a trabalhar e a descansar no mesmo espaço. Sinto sempre que preciso de uma divisão para quebrar a mente de trabalho da mente de descanso.

E pode parecer meramente simbólico, mas é realmente importante termos um ambiente propício à criatividade. Escrever diariamente implica uma grande dedicação e mente limpa. E se o espaço à nossa volta não está limpo, como podemos querer que a cabeça também o esteja?

Primeiro, coloquei a minha antiga secretária à venda. Estava praticamente nova e vendi-a num ápice. Sou adepta das compras em segunda mão e percorro todos os sites e grupos de Facebook nestes tópicos mas não consegui encontrar nada do género que queria a um preço acessível. Então - e porque queria poupar dinheiro - decidi construir uma secretária.

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